
Outubro 25, 2007
Outubro 21, 2007
uM pOsT dIfErEnTe : FéS, pArTe II
(...este post estava refundido e abandonado, para os cantos mais obscuros deste blog... Uma pena que se tenha perdido o intenso debate em comentários que ele entretanto gerou, o Blogger era mais jovem e inexperiente há 3 anos e meio atrás, ainda não os registava como agora...
Achei pertinente trazê-lo à tona de novo... por muita coisa, mas essencialmente porque ainda me faz sentido...)
Pois é...
Este é um post diferente...
Pela profunda e enorme amizade e admiração que este 'gajito' me suscita, acho que devo abrir aqui um 'espaço de debate'...
É no fundo uma forma de prolongar algo que é agora menos assíduo entre nós... os nossos profícuos 'debates-científico-religiosos-pela-noite-dentro'.
Profícuos, não no sentido de se chegar a conclusões definitivas... Não era de qualquer forma esse o propósito... Mas profícuos por serem intelectualmente estimulantes... E, na minha modesta opinião, isso é tudo o que se pode esperar de um debate. A concordância.. é um bónus!
Fés...
Então, e em relação ao tema chamado à liça... Antes de mais gostava de me declarar como agnóstico.
Que é muito diferente de alguém sem fé. Como toda a gente sabe...
A minha educação ao longo do tempo, da qual emana muita da minha personalidade, sempre resvalou por caminhos paralelos à fé... e neste caso refiro-me à fé religiosa... Paralelos no sentido de serem caminhos similares, contudo sem qualquer hipótese de se entrecruzarem...
Declaro-me agnóstico quanto à minha fé religiosa... Mas vou de encontro à opinião do meu amigo Jota: não há ninguém sem fé.
A nossa principal diferença sempre foi que, onde ele vê Deus, o que quer que isso seja para ele (e longe de mim questionar as suas razões, logo eu que gostei tanto do filme Stigmata, como estória...), eu vejo a Natureza, o Acaso, ou mil e duas outras coisas, explicáveis ou não por palavras.
Deus é, para mim, mais uma definição. É um conceito. Uma idéia.
Normalmente, e até agora, uma idéia a mais no Quadro Global...
Para mim, a 'Viola' soa afinada sem ele. Até ver...
E mesmo quando houve situações em que alguma nota pareceu dissoar, continuei a não precisar dele para que as coisas fizessem sentido. E se há tanta coisa que eu não entendo neste Universo!! (Os homo erectus não entendiam o conceito de electricidade... Electricidade é Deus?)...
A verdade é que nunca precisei verdadeiramente de Deus.
Para o meu mundo, o mundo pessoal que construo dia a dia e no qual me esforço por cumprir e por me fazer merecedor de mais um nascer do sol de cada vez, Deus ainda não foi chamado.
Não o excluo, ainda assim. Permitam-me a liberdade de ser tolerante. E de me enganar, eventualmente. Como acontece tanta e tanta vez... (Encontro nesta tolerância a base do agnosticismo, pelo menos no meu entendimento...)
Há quem lhe chame falta de coragem, em assumir a renúncia. Eu permito-me a arrogância de lhe chamar só... previdência.
Contudo, de facto, acreditar em Deus ou não, não é em si um assunto...
Mas a Fé é.
E eu tenho Fé.
Acredito nas Pessoas, essencialmente, em primeiro lugar e antes de qualquer outra coisa... Mesmo das que pouco fazem por merecê-lo.
Acredito na Beleza inata, no deslumbramento, na emoção... no Amor... e em milhentas coisas mais, terrenas ou nem por isso...
Só que acho que são todas características 'humanas demais' para Deus. Imperfeitas demais (por isso, belas) para a minha versão do que Deus seria...
Sim, porque cada pessoa tem a sua, mesmo os ateus... e eu sou só mais um humanozito-pretenciosozito-que-pensa-que-sabe-tudo-mas-que-o-mais-provável-é-que-não-saiba-nada.
Se me disserem que Deus é Amor, que é tudo o que eu disse em cima e ainda algumas coisas mais que não disse, então apaguem da memória este meu post. Porque nesse caso estamos a falar da mesma coisa. Só que com termos diferentes. Os termos, as definições, sempre foram uma chatice. São tão limitativos!!...
Adiante...
Deixem-me pegar em Descartes... "A noção de Infinito é inata a cada pessoa... Como é relativamente igual em todas as pessoas, e sendo ela própria (a definição) algo de supostamente inexperienciável, é pouco provável que tenha sido apreendida: foi então, de algum modo impregnada em nós. Quem o poderia ter feito? Deus." (perdoa-me, Jota, a simplificação...)
Descartes foi brilhante demais para eu lhe querer apontar defeitos...
Contudo, permitam-me só deixar uma nota...
Houve vezes, várias vezes (não importa quantas), em que já me foi dado experimentar o Infinito... Mas esse Infinito tinha nome, BI e usava sapatos e saias... Fazer amor sempre foi uma experiência limite para mim...
Deus? Nah... Tinha outros nomes.
P.S. De facto, Descartes pode estar certo. É caso para dizer... Oxalá esteja!...
Vou é precisar de mais do que pura Lógica para concordar com ele.
E ele morreu muito antes de ter tempo de legar Factos Insofismáveis.
P.S.S. Quando vejo a foto em baixo (Hubble), e enquanto procuro não me babar muito, não a tento preencher (à imagem) com Deus. Mesmo que 'Deus' só tenha posto o seu dedo no momento da Criação, num instante único e singular... e mesmo que isso me arraste para abstracções demasiado arrogantes... sorvo o momento com o prazer da apreciação genuína.
Talvez muita gente veja a face de Deus aqui... Eu vejo a face do que lhe quiserem chamar... Universo, Acaso, Destino... O que for...
É avassaladora, deslumbrante. Isso basta-me. Acredito nisso.
Fé?...Sim, acho que sim.
Achei pertinente trazê-lo à tona de novo... por muita coisa, mas essencialmente porque ainda me faz sentido...)
Pois é...
Este é um post diferente...
Pela profunda e enorme amizade e admiração que este 'gajito' me suscita, acho que devo abrir aqui um 'espaço de debate'...
É no fundo uma forma de prolongar algo que é agora menos assíduo entre nós... os nossos profícuos 'debates-científico-religiosos-pela-noite-dentro'.
Profícuos, não no sentido de se chegar a conclusões definitivas... Não era de qualquer forma esse o propósito... Mas profícuos por serem intelectualmente estimulantes... E, na minha modesta opinião, isso é tudo o que se pode esperar de um debate. A concordância.. é um bónus!
Fés...
Então, e em relação ao tema chamado à liça... Antes de mais gostava de me declarar como agnóstico.
Que é muito diferente de alguém sem fé. Como toda a gente sabe...
A minha educação ao longo do tempo, da qual emana muita da minha personalidade, sempre resvalou por caminhos paralelos à fé... e neste caso refiro-me à fé religiosa... Paralelos no sentido de serem caminhos similares, contudo sem qualquer hipótese de se entrecruzarem...
Declaro-me agnóstico quanto à minha fé religiosa... Mas vou de encontro à opinião do meu amigo Jota: não há ninguém sem fé.
A nossa principal diferença sempre foi que, onde ele vê Deus, o que quer que isso seja para ele (e longe de mim questionar as suas razões, logo eu que gostei tanto do filme Stigmata, como estória...), eu vejo a Natureza, o Acaso, ou mil e duas outras coisas, explicáveis ou não por palavras.
Deus é, para mim, mais uma definição. É um conceito. Uma idéia.
Normalmente, e até agora, uma idéia a mais no Quadro Global...
Para mim, a 'Viola' soa afinada sem ele. Até ver...
E mesmo quando houve situações em que alguma nota pareceu dissoar, continuei a não precisar dele para que as coisas fizessem sentido. E se há tanta coisa que eu não entendo neste Universo!! (Os homo erectus não entendiam o conceito de electricidade... Electricidade é Deus?)...
A verdade é que nunca precisei verdadeiramente de Deus.
Para o meu mundo, o mundo pessoal que construo dia a dia e no qual me esforço por cumprir e por me fazer merecedor de mais um nascer do sol de cada vez, Deus ainda não foi chamado.
Não o excluo, ainda assim. Permitam-me a liberdade de ser tolerante. E de me enganar, eventualmente. Como acontece tanta e tanta vez... (Encontro nesta tolerância a base do agnosticismo, pelo menos no meu entendimento...)
Há quem lhe chame falta de coragem, em assumir a renúncia. Eu permito-me a arrogância de lhe chamar só... previdência.
Contudo, de facto, acreditar em Deus ou não, não é em si um assunto...
Mas a Fé é.
E eu tenho Fé.
Acredito nas Pessoas, essencialmente, em primeiro lugar e antes de qualquer outra coisa... Mesmo das que pouco fazem por merecê-lo.
Acredito na Beleza inata, no deslumbramento, na emoção... no Amor... e em milhentas coisas mais, terrenas ou nem por isso...
Só que acho que são todas características 'humanas demais' para Deus. Imperfeitas demais (por isso, belas) para a minha versão do que Deus seria...
Sim, porque cada pessoa tem a sua, mesmo os ateus... e eu sou só mais um humanozito-pretenciosozito-que-pensa-que-sabe-tudo-mas-que-o-mais-provável-é-que-não-saiba-nada.
Se me disserem que Deus é Amor, que é tudo o que eu disse em cima e ainda algumas coisas mais que não disse, então apaguem da memória este meu post. Porque nesse caso estamos a falar da mesma coisa. Só que com termos diferentes. Os termos, as definições, sempre foram uma chatice. São tão limitativos!!...
Adiante...
Deixem-me pegar em Descartes... "A noção de Infinito é inata a cada pessoa... Como é relativamente igual em todas as pessoas, e sendo ela própria (a definição) algo de supostamente inexperienciável, é pouco provável que tenha sido apreendida: foi então, de algum modo impregnada em nós. Quem o poderia ter feito? Deus." (perdoa-me, Jota, a simplificação...)
Descartes foi brilhante demais para eu lhe querer apontar defeitos...
Contudo, permitam-me só deixar uma nota...
Houve vezes, várias vezes (não importa quantas), em que já me foi dado experimentar o Infinito... Mas esse Infinito tinha nome, BI e usava sapatos e saias... Fazer amor sempre foi uma experiência limite para mim...
Deus? Nah... Tinha outros nomes.
P.S. De facto, Descartes pode estar certo. É caso para dizer... Oxalá esteja!...
Vou é precisar de mais do que pura Lógica para concordar com ele.
E ele morreu muito antes de ter tempo de legar Factos Insofismáveis.
P.S.S. Quando vejo a foto em baixo (Hubble), e enquanto procuro não me babar muito, não a tento preencher (à imagem) com Deus. Mesmo que 'Deus' só tenha posto o seu dedo no momento da Criação, num instante único e singular... e mesmo que isso me arraste para abstracções demasiado arrogantes... sorvo o momento com o prazer da apreciação genuína.
Talvez muita gente veja a face de Deus aqui... Eu vejo a face do que lhe quiserem chamar... Universo, Acaso, Destino... O que for...
É avassaladora, deslumbrante. Isso basta-me. Acredito nisso.
Fé?...Sim, acho que sim.
Outubro 20, 2007
dIvAgAr...

Só o sofrimento, latente ou escondido, pouco ou muito entalado nos neurónios menos usados de cada um...
Cava tão fundo na alma d'alguém, que sustenta a pena de quem escreve, a tinta que se verte, as palavras ao desvario louco, perene...
...de nós.
E do que somos quando, mergulhando, conseguimos ser mais altos que ao trepar, cegamente.
Procuramos versões de nós, entrelaçadas a referenciais, mais ou menos decorados.
Mesmo assim, parece sempre tão longe, tão distante,
A floresta de termos perdidos,
Onde os sentimentos descritivos, marginais aos estados de espírito,
Nos brotam opróbrios, num anafado esgar de orgulho e compreensão.
E eu procuro o que a Vida leva e trás, harmónio de contradições, em si mesmas miríades puras.
Mas procuro... que mais sei fazer?... Que mais há para se fazer, no caminho que todos ainda temos?...
Enquanto cavalgas o Mundo num sonho, misto de realidades paralelas,
Sabes... a penumbra do vento, que te turva mas limpa as lágrimas?
A visão mais mística do Universo,
Do que o Amor pode e não pode ser;
A das melodias quentes, só para quatro mãos, no velho piano entorpecido da cave?
Recordas-te?
É isso, é disso que falo.
Na sua forma contrastada; crua ou trabalhada, que cada um molda como sabe e pode.
Sim, por vezes percorre-se só, tempo demais, o labirinto da página 32, no diário amarrotado d'ontem; ou o Sudoku de grau VI, sem solução, do último volume da mais conhecida versão compilada.
Por vezes, sim, amarramo-nos excessivamente a pormenores limitativos.
Ocasionalmente, neles, perdemo-nos.
Eu sou daqui, do mais profundamente que sei.
Deste local onde conheço sempre o que me compõe. Os átomos de que sou feito, e o que inexplicavelmente os mantém unidos...
Estar longe daqui deteriora-me, empobrecendo também quem escolho envolver.
Faz da soma das partes algo sempre curto demais para conferir.
Adiciona um resultado que não sabe quem somos, ou porque acreditamos no que acreditamos, porque rimos dos disparates da Vida...
Divide por infinito, numa imponderabilidade aceite com o vão desprezo da quietude.
E é mau.
Cava tão fundo na alma d'alguém, que sustenta a pena de quem escreve, a tinta que se verte, as palavras ao desvario louco, perene...
...de nós.
E do que somos quando, mergulhando, conseguimos ser mais altos que ao trepar, cegamente.
Procuramos versões de nós, entrelaçadas a referenciais, mais ou menos decorados.
Mesmo assim, parece sempre tão longe, tão distante,
A floresta de termos perdidos,
Onde os sentimentos descritivos, marginais aos estados de espírito,
Nos brotam opróbrios, num anafado esgar de orgulho e compreensão.
E eu procuro o que a Vida leva e trás, harmónio de contradições, em si mesmas miríades puras.
Mas procuro... que mais sei fazer?... Que mais há para se fazer, no caminho que todos ainda temos?...
Enquanto cavalgas o Mundo num sonho, misto de realidades paralelas,
Sabes... a penumbra do vento, que te turva mas limpa as lágrimas?
A visão mais mística do Universo,
Do que o Amor pode e não pode ser;
A das melodias quentes, só para quatro mãos, no velho piano entorpecido da cave?
Recordas-te?
É isso, é disso que falo.
Na sua forma contrastada; crua ou trabalhada, que cada um molda como sabe e pode.
Sim, por vezes percorre-se só, tempo demais, o labirinto da página 32, no diário amarrotado d'ontem; ou o Sudoku de grau VI, sem solução, do último volume da mais conhecida versão compilada.
Por vezes, sim, amarramo-nos excessivamente a pormenores limitativos.
Ocasionalmente, neles, perdemo-nos.
Eu sou daqui, do mais profundamente que sei.
Deste local onde conheço sempre o que me compõe. Os átomos de que sou feito, e o que inexplicavelmente os mantém unidos...
Estar longe daqui deteriora-me, empobrecendo também quem escolho envolver.
Faz da soma das partes algo sempre curto demais para conferir.
Adiciona um resultado que não sabe quem somos, ou porque acreditamos no que acreditamos, porque rimos dos disparates da Vida...
Divide por infinito, numa imponderabilidade aceite com o vão desprezo da quietude.
E é mau.
Não há palavra melhor, nem pior, para isto.
Não podemos ser sempre melhores.
Mas podemos sempre tentar ser bons.
Podemos sempre ser nós.
Devemo-nos tal.
Vamos ser nós, mais vezes e com menos medo; vamos guardar as máscaras para fazer rir quem não sabe que o Carnaval é todos os dias que se queira.
Vamos dizer o que queremos, mais vezes do que devemos, muitas mais do que o fazemos...
Não podemos ser sempre melhores.
Mas podemos sempre tentar ser bons.
Podemos sempre ser nós.
Devemo-nos tal.
Vamos ser nós, mais vezes e com menos medo; vamos guardar as máscaras para fazer rir quem não sabe que o Carnaval é todos os dias que se queira.
Vamos dizer o que queremos, mais vezes do que devemos, muitas mais do que o fazemos...
Nisto a que parece que chamam Existência, há poucos segredos por inventar.
Não me quero inventar mais num segredo longe de mim, a quem o meu caminho não reconhece mérito.
Podemos ser o que sabemos, mas somos sempre só o que acreditamos...
Setembro 30, 2007
lIfTiNg Up AgAiN...
E pronto, mais um regresso, mais um lifting do blog, as cores mudam, o enquadramento é diferente... Só não consigo trocar-lhe o nome, a impregnação é profunda, e três anos, ainda que muito esparsos e pontilhados, deixam sempre marca.
Também não consigo apagar o restante conteúdo... não interessa.
Aprendi a não dizer que voltei.
Sem promessas, sem pressões, deixando as poucas ou muitas palavras, fluir.
... Olá, blog.
Tive saudades de me ver por aqui.
Também não consigo apagar o restante conteúdo... não interessa.
Aprendi a não dizer que voltei.
Sem promessas, sem pressões, deixando as poucas ou muitas palavras, fluir.
... Olá, blog.
Tive saudades de me ver por aqui.
Setembro 24, 2007
a NaTuReZa HuMaNa

Tanta e tanta gente divisou a natureza humana.
Mesmo que apenas uma fracção curta dos que o tentaram.
O que nos faz o que somos? Tão grandes, ou tão pequenos. Tão capazes ou imperfeitos, tão marcados por cicatrizes e rugas, ou belos e andrajosamente iníquos.
Tão dignos da pena e do ciúme, que todos parecem querer avidamente implastrar em nós; igualmente apensos à raiz da vida por pormenores que fingimos esquecer, quando em câmera lenta vamos empurrando, uns mais que outros, a nossa Vida com a barriga, para a frente.
Como não sou menos nem mais que o próximo, é-me reservada a tentativa.
O que nos faz o que somos? Tão grandes, ou tão pequenos. Tão capazes ou imperfeitos, tão marcados por cicatrizes e rugas, ou belos e andrajosamente iníquos.
Tão dignos da pena e do ciúme, que todos parecem querer avidamente implastrar em nós; igualmente apensos à raiz da vida por pormenores que fingimos esquecer, quando em câmera lenta vamos empurrando, uns mais que outros, a nossa Vida com a barriga, para a frente.
Como não sou menos nem mais que o próximo, é-me reservada a tentativa.
Para mim, a natureza humana está no erro.
É no erro que nos sublimamos, é ele que nos empurra, e dele que sugamos o ébano da vida, e dele, os sorrisos. Os sorrisos, que por vezes esquecemos. Também aí, o erro de nos esquecermos. Mas não é isso que agora importa.
É no erro que tudo se passa. Que as fragilidades são maiores, que cavamos mais em nós, e é do erro que renascemos. Não da vitória, ou do acerto.
Somos o erro. Somos a margem que o erro nos dá, para ser melhores. Somos o que ele nos empurra. Até quando nos atropela, somos o que resta da sua passagem: inteiros, ou só cacos fragmentados.
E, se do desterro estilhaçado falamos, e tentamos comunicar com os restantes mortais que no limbo preambulam, como podemos censurar que não nos oiçam, ou vejam? Também aí, quiçá felizmente, erramos.
Erro todos os dias, estou hoje bem consciente. Temo pouco isso.
Na verdade, cada vez mais temo, sim, os dias que sinto que não erro. Que tudo está idílicamente em cima dos carris, que devagarinho e com esforço eregi. Preciso do erro, da sua pressão selectiva, do que ele faz de mim, para melhor. Preciso de perceber que sou tão mau como muitos, nos momentos que me penso superior a todos. Mais do que preciso do inverso.
Preciso da magia do erro.
E preciso de errar mais.
Na verdade, cada vez mais temo, sim, os dias que sinto que não erro. Que tudo está idílicamente em cima dos carris, que devagarinho e com esforço eregi. Preciso do erro, da sua pressão selectiva, do que ele faz de mim, para melhor. Preciso de perceber que sou tão mau como muitos, nos momentos que me penso superior a todos. Mais do que preciso do inverso.
Preciso da magia do erro.
E preciso de errar mais.
...Não.
Preciso de ter mais essa consciência: que erro.
Não estou farto da luta pela vitória, da “subida da montanha”. Mas, se é ela que me move, é o falhar, nela, que me dá significado. Que me imprime e concretiza; numa função de onda, que me colapsa. Que me faz eu.
Não quero correr sem saber porquê. Errar? Sim, por favor, um pouco ...todos os dias... e seguir para o próximo erro, durante o máximo tempo possível.
Dele, seremos o que lhe sobrar. O que ele não levou. O que lhe resistiu.
Preciso de ter mais essa consciência: que erro.
Não estou farto da luta pela vitória, da “subida da montanha”. Mas, se é ela que me move, é o falhar, nela, que me dá significado. Que me imprime e concretiza; numa função de onda, que me colapsa. Que me faz eu.
Não quero correr sem saber porquê. Errar? Sim, por favor, um pouco ...todos os dias... e seguir para o próximo erro, durante o máximo tempo possível.
Dele, seremos o que lhe sobrar. O que ele não levou. O que lhe resistiu.
Seremos, aí, o que quisémos ser.
Fevereiro 14, 2007
fAlÊnCiA tÉcNiCa

Hoje não é um dia bom.
É um dia dos tristes por dentro...
Lá fora não chove, mas cá dentro sim...
...e no entanto, a razão ilude, não é aparente.
Dir-me-ia mais liberto, mais solto agora do que já fui...
...e no entanto, tudo parece perro, preso, torpe, impuro, acre, triste e mau.
Feio.
Somos feios nas dependências dos nossos hábitos, somos feios nas intermitências dos nossos desejos, somos feios na nossa incoerência... somos feios de maneiras muito estranhas, até só quando somos fracos, e quando nos bastava só alguém a dizer que tudo iria ficar bem...
Queremos ser o que um dia sonhámos, e por vezes nem isso parecemos ser capazes de ser, sejam os sonhos pequenos ou gigantes...
O Destino, essa coisa quase semi-palpável, que por vezes adensa o ar de tão presente, e outras esvai-se tão célere pelos cantos esquecidos dos móveis da nossa imaginação...
...há-de fazer-me perceber o que não entendo ainda. Agora.
E se ele não existir, então que vá à merda.
Hoje... estou só... assim... sem rumo.
Quem me dera que estivesses aqui... sim, tu...
É um dia dos tristes por dentro...
Lá fora não chove, mas cá dentro sim...
...e no entanto, a razão ilude, não é aparente.
Dir-me-ia mais liberto, mais solto agora do que já fui...
...e no entanto, tudo parece perro, preso, torpe, impuro, acre, triste e mau.
Feio.
Somos feios nas dependências dos nossos hábitos, somos feios nas intermitências dos nossos desejos, somos feios na nossa incoerência... somos feios de maneiras muito estranhas, até só quando somos fracos, e quando nos bastava só alguém a dizer que tudo iria ficar bem...
Queremos ser o que um dia sonhámos, e por vezes nem isso parecemos ser capazes de ser, sejam os sonhos pequenos ou gigantes...
O Destino, essa coisa quase semi-palpável, que por vezes adensa o ar de tão presente, e outras esvai-se tão célere pelos cantos esquecidos dos móveis da nossa imaginação...
...há-de fazer-me perceber o que não entendo ainda. Agora.
E se ele não existir, então que vá à merda.
Hoje... estou só... assim... sem rumo.
Quem me dera que estivesses aqui... sim, tu...
Setembro 11, 2006
9/11

Já não sei dizer se acredite em todas as teorias da Conspiração que oiço sobre este tema, mas a verdade é que hoje não quero saber de nada disso...
Hoje sei que, há 5 anos atrás, sem qualquer espécie de atenuante ou desculpa, sem contemplações ou engodos, cerca de três mil pessoas perderam suas vidas, sugadas à Existência por algo que quaisquer palavras teriam dificuldade em qualificar...
E, ainda que não um fervoroso pró-America, ainda menos pró-Bush, tenho que prestar a minha humilde homenagem às vítimas desta tragédia, criminosos de nenhum crime...
Não se morre assim... Não se devia morrer assim...
A minha única e triste consolação vai para o esgar torcido de revolta-activa-um-dia-esperança que polvilha todos os que ficaram, misturado na levemente doentia sede de vingança, subtilmente aplacada com o saber genuíno da incontornável Verdade: que os arquitectos desta catarse apocalíptica, americanos, afegãos ou do Botswana do Norte (não interessa, agora), vão carregar consigo, para sempre, os choros de cada alma que ficou, sozinha, implorando já em surdina para que aquela terça-feira tenha sido só um pesadelo feio e sujo... ...ecoando, fraca mas incessantemente, até à eminência da loucura que tanto fizeram por merecer.
Pode haver mil e dois fins. Nenhum justifica este meio.
Como é que algo tão simples pode ser esquecido?!...
Setembro 04, 2006
a FeLiCiDaDe ExIgE vAlEnTiA...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte
Agosto 30, 2006
uNiTeD 93

Um baque surdo...
A sala em silêncio sepulcral, rendida à violência psicológica da estória... não, da História.
Um idiota qualquer ri-se do que não entende, do que não lhe chega às sinapses mais profundas do cérebro/alma.
Nem todas as grandes tragédias humanas contemporâneas, como o 11 de Setembro, têm direito a retrato pictórico, cinematográfico, que amplia com um eco seco o poder cru da realidade...
Mas, do peso fundo que fica da revolta dos factos, pena é que o tempo leve, impune, à memória, as imagens que não vimos, as lágrimas que não vertemos, a dimensão que não alcancámos.
Aqui, uma vez mais, o Cinema cumpre o seu papel iconográfico de remissão moral possível sobre o que foi feito e não, sobre o que ficou por fazer ou não, e sobretudo, sobre o que ficou por viver, para aquelas pessoas...
... se a culpa de alguém é estar no local errado à hora errada, que a extrema fragilidade dessa constatação sirva de catarse individual à assimilação da realidade das nossas existências.
A pergunta que se forma na minha mente, e que eu não afasto, mescla as palavras "intensidade", "vida", "já", e "tarde demais"...
Antes fosse só tudo um filme.
...
Não posso deixar de sublinhar, como epílogo, que as últimas palavras racionais da maior parte daquelas pessoas... foram de amor...
... não é sempre assim?...
Agosto 17, 2006
gOlDeN rEtRiEvEr

Golden Retrievers are loveable, polite, and highly intelligent. They exude charm and confidence. They are sweet, eager to please, and devoted family companions. They are always gentle and patient with children. They are friendly with other pets. In fact, they are friendly with everyone. They tend to bark only as a form of greeting. They excel in obedience and are popular therapy and service dogs. They have many talents including competitive obedience, narcotic detection, agility, and performing tricks.
Um dia, quando for grande, vou ter um assim...Ou uma, talvez uma...
Ou então, talvez quando a minha casa for grande, para que ela também possa ser feliz, e não só eu ao lado dela...
...se houver alguma coisa mais fofa do que estas coisinhas das fotos, digam...
Agosto 16, 2006
...dE vOlTa

Estou de volta...
O caminho para fora do Limbo foi umas vezes difícil, outras pernicioso... e em vezes, simplesmente não houve força para mais.
...às vezes precisas de um empurrão, às vezes só de alguma dor...
...por vezes precisas de acreditar que és melhor do que o que fica de ti, quando a luz se esvai pra lá dos prédios e a penumbra nocturna te aconchega mais perto da Alma...
...muitas vezes, és só tão simples como qualquer.
E ainda assim lutas, e escreves, e lês, e procuras, e tornas, e és o que não queres ser só porque não te sentes capaz de ser o que és. Aí, és mau. Pior, talvez. Mas depois reencontras-te.
Estou de volta agora,
...e sei porquê.
*Renasce o PdP... II*
There is no way to hapiness...
Hapiness is the way.
(quem me ensinou isto merecia que eu retomasse assim...)
Dezembro 15, 2005
pErSoNaLiDaDeS...
Não costumo passar grande cartão a este tipo de testes, mas achei este decente o suficiente para se experimentar...Talvez por ser algo pormenorizado, talvez por não ser tão ridículo como a maioria dos que vejo por aí, a nível das perguntas...
Enfim, aqui ficam os resultados:
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com
Know yoursef, before knowing others...
Enfim, aqui ficam os resultados:
| Advanced Global Personality Test Results
|
personality tests by similarminds.com
Know yoursef, before knowing others...
Outubro 06, 2005
jÁ aGoRa...
![]() | You scored as agnosticism. You are an agnostic. Though it is generally taken that agnostics neither believe nor disbelieve in God, it is possible to be a theist or atheist in addition to an agnostic. Agnostics don't believe it is possible to prove the existence of God (nor lack thereof).
Which religion is the right one for you? (new version) created with QuizFarm.com |
Maio 04, 2005
sÓ uM pOuQuInHo De PoEsIa...

Aliso-te a testa, que suave me transporta para as praias de nossas vidas...
Estico-te os cabelos.
Moldo-te os olhos. Afunilo-te o nariz. Também o beijo...
Construo-te os lábios, e desenho os meus nos teus.
Massajo-te os ombros, penteio-te as costas seguindo guiões desconhecidos...
Acaricio-te os peitos. Puxo-te os braços para mim... Seguro-te a nuca como se amanhã fosse tarde demais...
Alongo-te as pernas, unindo-nos como sabes...
...e o resto, não te explico, porque me conheces de cor.
...
Enfim! Toda a poesia é una.
E tu és a minha...
Peço desculpa pela longa ausência...
...os tempos (ler trabalho) não têm permitido...
...mas não me esqueci de como se volta aqui...
Até breve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
